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Considerando somente operações com pessoas físicas, o custo do dinheiro recuou 0,2 ponto percentual no mês passado, mas as taxas finais subiram 2,5 pontos percentuais na média

Apesar da queda no custo do dinheiro para os bancos no início deste ano, as instituições financeiras elevaram as taxas nos empréstimos para empresas e consumidores.

A taxa média de juros do crédito no Brasil chegou a 39,4% ao ano em janeiro, segundo o Banco Central. Em dezembro, estava em 37,6% ao ano. Nesse período, o custo do dinheiro para os bancos recuou 0,1 ponto percentual.

Em 12 meses, o custo do dinheiro para as instituições financeiras subiu 0,3 ponto percentual, bem abaixo da alta de 4,5 pontos percentuais na taxa média para empresas e consumidores.

Considerando somente operações com pessoas físicas, o custo do dinheiro recuou 0,2 ponto percentual no mês passado, mas as taxas finais subiram 2,5 pontos percentuais na média.

A diferença entre o custo de captação de recursos para os bancos e a taxa cobrada dos clientes é o “spread” bancário. Essa parcela do crédito é influenciada por fatores como inadimplência, despesas, tributos e margem de lucro dos bancos.

O “spread” caiu a partir de 2012 com a política de redução de juros dos bancos públicos. Desde o final do ano passado, essas instituições começaram a elevar suas margens de ganho, acompanhadas pelos concorrentes privados.

O aumento mais recebente foi promovido pelo BNDES (banco estatal de desenvolvimento), que elevou suas taxas a partir de janeiro em diversas linhas subsidiadas pelo governo. A taxa média no financiamento ao investimento para empresas, segundo o BC, subiu de 7,1% para 8,2% ao ano entre dezembro e janeiro.

“Parte dessa alta reflete as mudanças nas taxas em alguns programas já anunciadas”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Segundo o BC, a alta “significativa” dos juros em janeiro está relacionada ao “spread” bancário, ao ciclo de aumento da taxa básica de juros (hoje em 12,25% ao ano) e a uma piora no perfil dos tomadores de crédito no mês.

“As principais linhas tiveram aumento de juros em janeiro. Algumas como cheque especial e consignado subiram mais nesse período”, afirmou Maciel.

Fonte:
O TEMPO