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SWAP

Hedge Cambial

Neste artigo iremos tratar das diferentes alternativas para a execução do hedge cambial, focando os prós e contras de cada uma.

Basicamente temos quantro instrumentos no mercado para a execução de hedge cambial: Opções, NDF (Non-Deliverable Forward), Futuros e SWAP.

I – Opções de compra ou venda de dólar

Opções são direitos de comprar ou vender determinada quantidade de dólares, a um preço e data pré-estabelecido. São, de longe, a maneira mais complexa de montar uma estrutura de hedge.

Vantagem:

Alta flexibilidade, pois a combinação de opções possibilita que você crie estruturas de hedge nas quais é possível ter limitadores tanto de ganhos como de perdas, além de criar hedges para necessidades bastante particulares.

Desvantagens:

Difícil precificação: para saber se o preço de uma opção é justo, a modelagem matemática utilizada é complexa e foge muito do dia a dia de um departamento financeiro de empresa. Além de todo o conhecimento de modelagem matemática, existe uma variável que é a volatilidade, que depende em boa parte da expertise da pessoa que está alimentando o modelo, sendo somente obtida através de anos de dedicação.

Para fazer o Hedge você terá que desembolsar caixa antecipadamente para comprar as opções.

Obs: Fique atento sempre que te oferecerem um hedge estruturado com opções. Você precisa ter o domínio completo do funcionamento destas, pois as possibilidades de “pegadinhas” são inúmeras.

II – Mercados Futuros (BM&FBovespa)

No mercado futuro de dólar da BM&FBovespa são negociadas a expectativa de taxa de câmbio para datas futuras. Está é a opção mais barata de executar o hedge, porém a mais trabalhosa de ser gerenciada.

Vantagens:

É extremamente líquido. Neste mercado são negociados aproximadamente US$15 bilhões por dia.

Negociar a preço de mercado: a diferença entre os preços de compra e venda são de aproximadamente R$ 0,0005/US$, equivalente e 0,015% do valor negociado. Assim, você está negociando sempre pelo preço justo.

Possibilidade de liquidar a operação a qualquer momento.

Possibilidade de aumentar ou diminuir a posição a qualquer momento.

Possibilidade de alavancagem

Mercado altamente regulado, controlado e seguro.

Desvantagens:

A principal desvantagem das operações de dólar futuro junto a BM&FBovespa é a necessidade de gerenciar as entradas e saídas de caixa diariamente, devido aos ajustes de posição. Se você comprou dólar futuro e a cotação subiu, você recebe o ganho já no dia seguinte; se a cotação caiu, você paga também no dia seguinte.

Para operar Dólar Futuro na BM&FBovespa é necessário o depósito de margem de garantia. Esta pode ser em dinheiro, CDB, títulos públicos, etc. Atualmente, o valor a ser depositado corresponde a aproximadamente 12% do valor da operação.

Gerenciar as rolagens conforme os contratos futuros vencem. A liquidez dos contratos futuros é concentrada no contrato com vencimento no primeiro dia útil do mês seguinte. Assim, no último dia útil do mês é necessário rolar o hedge para o próximo vencimento de contrato.

III – NDF (Non-Deliverable Forward)

NDF é um instrumento de compra ou venda de moeda a termo, ou seja, com preço e volume previamente determinados para serem realizados numa data futura. Porém, a liquidação se dá por diferença financeira entre o acordado e o valor de mercado no vencimento.

Vantagens:

Possibilita adequar perfeitamente à sua necessidade de hedge quanto a prazo e valor.

Usualmente não é necessário depositar margem. Você pode utilizar de limite de crédito disponível junto ao banco.

Todo ganho ou perda é liquidado de uma só vez no vencimento.

Desvantagens:

Você fica sujeito às cotações oferecidas pelos bancos no momento em que se inicia a operação. Isto não é um grande problema, pois você pode fazer uma cotação com uma série de bancos, buscando o melhor preço, ou ainda melhor: consulte o CalcBank para saber a cotação justa, consequentemente medindo qual está sendo o ganho do banco para saber até a onde você pode negociar com propriedade, sem blefe.

A necessidade de realizar um contrato para cada prazo.

O maior problema é se você desejar desmontar a posição antes do vencimento, pois neste caso você somente irá poder cotar com o banco que fez a operação inicialmente, ficando assim sujeito as condições de preço do banco.

Veja um exemplo de curva de precificação:

curva hedge cambial

Clique na imagem para ampliá-la

IV – SWAP

São instrumentos financeiros de troca de moedas e taxas.

Vantagens:

Possibilidade de realizar o hedge de dólar para diversas outras taxas e moedas. Por exemplo: é possível realizar a troca de uma dívida em dólar para uma dívida em real, indexada ao CDI ou pré-fixada.

Possibilita adequar perfeitamente a sua necessidade de hedge quanto a prazo e valor em um só contrato.

Usualmente não é necessário depositar margem, você pode utilizar seu limite de crédito disponível junto ao banco.

Desvantagens:

É trabalhoso precificar se a operação está sendo realizada a um bom preço ou não. Para a precificação de uma operação de SWAP, é necessário construir a curva de preços do dólar futuro e a curva do DI Futuro, a partir de dados em tempo real, para então com a ajuda do Excel montar os fluxos e medir o custo efetivo do hedge com o SWAP. O CalcBank tem uma ferramenta online, conectada à BM&FBovespa, na qual você pode realizar a precificação de qualquer SWAP de maneira muito fácil e precisa. Assim, você poderá saber a margem do banco, negociar melhor e obter economia nas operações de SWAP.

Você somente poderá desmontar a operação com o banco que você contratou.

Veja um exemplo de controle de operação de SWAP:

controle hedge cambial

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